Enquanto fazia uma pesquisa para um post, deparei-me com uma notícia que dizia que certo nome era o mais frequente nas vacas galegas. E isso lembrou-me de um episódio que se passou comigo, no recreio da escola primária. Enquanto brincava com a minha melhor amiga da altura, fiz um comentário do género sobre o seu nome; não estava a tentar provocá-la ou ofendê-la, apenas reproduzia o que tinha ouvido da minha própria mãe. Resultado: a minha amiga não gostou nada do que ouviu e a amizade ficou tremida durante um bom par de horas. Pior: quando relatei os acontecimentos à minha mãe, ela também não gostou nadinha de saber que a conversa com a minha amiga tinha começado com "a minha mãe disse-me que...". Pobre mãe, que apenas tinha tentado explicar-me por que motivo o animal de uma lenda tinha o mesmo nome da minha querida amiga!
Serve esta história verídica para lembrar que até os comentários mais inocentes podem ganhar outras proporções e que as brincadeiras de crianças envolvendo nomes podem ser estimuladas, ainda que sem maldade, pelos próprios pais. E digo isto porque continuo a com a sensação de que os comentários mais depreciativos a respeito de alguns nomes próprios são feitos por adultos e não por criancinhas.