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Brincadeiras em torno do nome

em 10/04/14

 

Enquanto fazia uma pesquisa para um post, deparei-me com uma notícia que dizia que certo nome era o mais frequente nas vacas galegas. E isso lembrou-me de um episódio que se passou comigo, no recreio da escola primária. Enquanto brincava com a minha melhor amiga da altura, fiz um comentário do género sobre o seu nome; não estava a tentar provocá-la ou ofendê-la, apenas reproduzia o que tinha ouvido da minha própria mãe. Resultado: a minha amiga não gostou nada do que ouviu e a amizade ficou tremida durante um bom par de horas. Pior: quando relatei os acontecimentos à minha mãe, ela também não gostou nadinha de saber que a conversa com a minha amiga tinha começado com "a minha mãe disse-me que...". Pobre mãe, que apenas tinha tentado explicar-me por que motivo o animal de uma lenda tinha o mesmo nome da minha querida amiga! 

Serve esta história verídica para lembrar que até os comentários mais inocentes podem ganhar outras proporções e que as brincadeiras de crianças envolvendo nomes podem ser estimuladas, ainda que sem maldade, pelos próprios pais. E digo isto porque continuo a com a sensação de que os comentários mais depreciativos a respeito de alguns nomes próprios são feitos por adultos e não por criancinhas. 


Os nomes e a humilhação - será uma obsessão?

em 14/12/12


Gostei muito desta semana aqui no blog, porque tivemos oportunidade de explorar um pouco mais as nossas opiniões e o nosso gosto pessoal. Para terminar com chave de ouro, tinha decidido que ia abordar a "humilhação onomástica" e, mesmo a calhar, o Nameberry partilhou a ligação de um texto (em inglês) muito interessante e que vale a pena ler. Entre outras coisas, diz-se que "as pessoas querem acreditar que todas as pessoas - menos elas e as pessoas que elas conhecem - são malucas e escolhem nomes terríveis" e que alguma crítica inclui "gafes culturais", esquecendo que um nome totalmente estranho os nossos ouvidos pode ser absolutamente normal noutra cultura. E que "seria bom pensar que as pessoas ficarão mais tolerantes com o passar do tempo mas o julgamento dos nomes de bebés veio para fcar". 
Na vossa opinião, a humilhação por causa do nome próprio tem aumentado ou diminuído? Faz sentido pensar que os pais são o principal veículo de preconceito, já que as crianças estão muito mais abertas à diferença? E valerá a pena deixar de lado um nome que nos agrada muito apenas porque permite rimas infantis com palavras que não nos agradam? Será assim tão ofensivo uma criança gritar para a outra "A Ana come banana"? Têm conhecimento de casos graves em que um nome foi factor de exclusão? Não estaremos a ser demasiado protectores e conservadores, quando os nossos pais se libertaram dos fantasmas e escolheram para a nossa geração nomes vibrantes, efusivos e divertidos? Agora que penso nisso, acabei de decidir que não quero dar aos meus filhos um nome cinzento... 
Ainda a propósito do post de quarta-feira, em que abordamos os nomes nas diferentes classes sociais, transcrevo este trecho do mesmo texto: